quarta-feira, 9 de novembro de 2016

As coisas sem explicação não devem ser explicadas

Morte
Porque é que nos leva as melhores pessoas,
As pessoas por quem temos mais carinho?


Porque é que morremos e não podemos
Viver para sempre?
Porque é que tudo tem um fim?
Se calhar sei porquê e não quero admitir.

Porque a humanidade é cruel e a crueldade
Não pode durar para sempre.
Porque devemos de aproveitar a oportunidade
De ver um mundo tão esbelto como este.
Porque o que é mais mágico e magnifico
É o que dura pouco e que tentamos
Aproveitar ao máximo.
Porque a vida não é para ser compreendida
Mas sim para ser vivida.

Porquê? Porque sim e não vale a pena
tentar dar mais explicações porque quando não
À explicações parece que tudo é
Maravilhoso, estupendo e extraordinário.

Viver é um medo terrível e avassalador
Que nos leva a uma excitação tão grande
E magnifica de sobrevivência.

Desabafos

Aquele momento em que o mundo anda todo contra ti...

Tem inveja...

Pela primeira vez na vida quando consegues chegar ao topo e finalmente tudo está a correr bem, puxam-te para baixo... Faz acontecer algo tão mau para te lembrar que não deves sair do teu ponto de insignificância, desse ponto onde tu sofres e és invisível.

Tem inveja, não te deixa ser feliz porque sabe que vais ser melhor que eles, que vais ser extraordinário, ele tem inveja!

Parece que é assim a minha vida, condenada a sofrer.
Pela primeira vez tinha orgulho de algo que havia feito e que isso iria mudar tudo, até que o mundo resolve destruir a minha obra, uma grande parte da dedicação da minha vida, um bocado de mim foi levado nessa destruição, um bocado de orgulho do meu trabalho, um bocado da minha força para ser melhor e progredir, um bocado do meu ser, foi tudo junto com a enxurrada de azar, só mesmo porque o mundo tem inveja de mim e então, eu estou condenada a sofrer, é a minha sina.


No fim a opção que eu vejo é desistir e mentalizar-me que não vale a pena continuar a lutar. Sofrer porque o mundo assim quer, é uma das piores coisas que se pode sentir!


sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Para os mais corajosos

“Aparição” de Vergílio Ferreira é um romance que tem como tema principal o problema da existência do homem no mundo. É a transcendência do eu que constitui a aparição, encontro do eu consigo mesmo, zona de fulguração íntima, de evidência da vida e da morte, nó de um caminho que leva à explicação dos silêncios, da nostalgia, da angústia existencial.

Acredito que muitas pessoas nunca se interrogaram acerca destes problemas existencialistas, mas eu sim, por vezes, quando a minha alma está em paz, esta crise existencial arrebata os meus pensamentos.

Nesta altura eu sinto-me sem chão, sem uma base debaixo dos meus pés. Pergunto-me o que faço neste mundo, qual é o meu propósito aqui, junto destas pessoas que não me percebem nem têm nada a ver comigo. (acho que em todos os meus textos mostram um pouco deste meu “problema”). O que vai acontecer quando morrer? E se estou a dormir, e só depois quando morrer é que vou acordar efetivamente para a vida, a verdadeira vida? Esta nossa existência neste mundo não serve para nada na verdade? Como é que isto funciona, afinal? Todas as almas existentes ao longo dos tempos terão vivido em vão? Meu Deus! Isto tudo deixa-me no fundo do poço. Viver para quê?

Talvez se tivesse uma boa vida e vive-se ao máximo, tudo cheio de aventuras e histórias loucas para contar e rir mais tarde, talvez se isso acontece-se comigo, não teria necessidade de pensar nesse assunto. Mas a verdade é que isto, é só para os corajosos! Pessoas que apesar de lhes arrebatar assim no coração, ainda têm forças para continuar a viver uma interrogação. Mas isto é ainda bem pior para quem lê, como eu, pois os livros fazem-nos pensar, fazem-nos querer viver dentro desse grande pedaço de papel. Depois existem as ressacas literárias que são ainda mais propícias a esta interrogação sobre tudo.

Há livros que nos fazem questionar profundamente acerca… bem acerca de tudo!

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Sonho



O sonho… a melhor forma de viver é num sonho, onde somos o autor da nossa história, sujeito poético do nosso poema e personagem principal do nosso filme.

Num sonho a vida é maravilhosa, traços são desenhados ao pormenor apenas para nos permitir ser felizes, sem nos preocuparmos com outros que tentam incumbir-se dela. É um mundo perfeito que vai para além da nossa imaginação, desafiando os limites da física e da química, ultrapassando assim todas as barreiras do espaço - tempo.

Num sonho não existem pessoas que nos desprezam, que nos humilham, que nos tornam infelizes, que nos partem o coração e o atiram para longe, deixando-o em pedaços ainda mais pequenos, que se vão decompondo ao longo do tempo e por mais que tente voltar ao que era antes nunca o irá ser, ficarão sempre cicatrizes. Num sonho não existe pessoas que se opõem às nossas decisões e nos criticam por tudo e por nada, apenas porque sim.

Imaginem um sítio sem pessoas que desprezam o outro e os maltratam apenas por prazer próprio, se são masoquistas? Isso eu já não sei mas, o de que eu tenho a certeza é de que sem elas seria mesmo um mundo perfeito.

Imaginem um mundo só tu e eu, os nossos mais queridos e aquelas pessoas pacíficas e humildes que merecem viver até mesmo nos nossos sonhos. Seria o ideal de todos, paz, amor e felicidade.

Um dia, vou ficar no meu sonho para sempre, não tenho medo desse dia chegar, pelo contrário, seria um alívio, apenas tenho medo que esse dia não chegue e que fique presa no enredo de ilusões de sonhos.

sábado, 3 de setembro de 2016

Livros


  Os livros são a melhor companhia para pessoas solitárias. Ele leva-nos para outras realidades e outros mundos, os livros são a melhor coisa para quem quer fugir da vida.
As pessoas estão a deixar cada vez mais de ler e de comprar livros.
Eu até percebo porque é que gostam mais de séries ou filmes inspirados, ou não, em livros mas, quando esses meios não são suficientes para saciar estas nossas obsessões visuais, temos que recorrer aos livros para se conseguir escassear um pouco este vício.
Exemplificando, eu adoro cenas de coisas impossíveis de existir, amo esse mundo de ficção, fantasia e aventura e, por vezes, estas plataformas visuais não acompanham a minha fome destes temas e só comprando livros e lê-los é que consigo alimentar este vício, estes sonhos.
  Parece que não mas os filmes e séries limitam bastante a nossa mente o que faz com que fiquemos só com aquela ideia que nos mostram e não deixam a que pense-mos noutras coisas, enquanto nos livros quase não há fronteiras para a nossa mente pois só encontramos guias que nos orientam para possíveis situações, possíveis cenários e personagens e nesses bocados que nos dão podemos imaginar qualquer coisa, por isso é que se diz que os livros são bons para estimular a mente.
  Só existe uma coisa que dizem a respeito da leitura que eu acho mentira, dizem que quem lê não dá tantos erros e escreve melhor mas, eu sou a prova viva que isso não é totalmente verdade pois, eu continuo a dar erros, muitos, e leio bastante, sempre que tenho tempo, mas escrevo melhor no que toca à organização das frases, acho eu.
  
  De certeza que muitos de vocês já se questionaram acerca de qual seriam os livros mais vendidos do mundo. Na minha pesquisa encontrei apenas números aproximados pois muitos registos perderam-se ao longo do tempo, esses livros são:

  - A bíblia (6 bilhões de unidades)
  - O livro vermelho (contém citações do presidente chinês Mao Tsé-Tung / 900 milhões de unidades)
  - O alcorão (600 a 800 milhões de unidades)
  - D. Quixote de la Mancha (500 a 600 milhões de unidades)
  - O conde de Monte Cristo (200 a 250 milhões)
  - Um conto de duas cidades (180 a 200 milhões)
  - O pequeno príncipe (150 a 180 milhões)
  - O senhor dos anéis (150 a 170 milhões)
  - Harry Potter e a pedra filosofal (110 a 130 milhões)
  - O caso dos dez negrinhos (90 a 120 milhões)
  - O hobbit (100 milhões)
  - O sonho da câmara vermelha (80 a 100 milhões)
  - O leão, a feiticeira e o guarda-roupa (75 a 90 milhões)
  - Ela a feiticeira (70 a 80 milhões)

Portugal também já vendeu várias obras, fazendo com que destaca-se os seus escritores, nacional e internacionalmente, como por exemplo:

  - Gil Vicente/ auto da barca do inferno
  - Luís de Camões / os lusíadas
  - Almeida Garrett / viagens da minha terra
  - Fernando Pessoa / nenhuma obra em particular mas o que se destacou mais foram os seus heterónimos
  - Eça de Queirós / Crime do padre Amaro e Os Maias
  - Mário de Sá Carneiro / nenhuma obra em particular
  - Almada Negreiros / nenhuma obra em particular
  - José Saramago / Ensaio sobre a cegueira
  - Camilo Castelo Branco / Amor de perdição e Amor de Salvação


Resumindo, na minha opinião os livros são uma das coisas que vão permanecer até ao fim dos tempos, apesar de já os transferirem para digital as pessoas ainda continuam a comprar livros, apesar de já não ser tanto, porque sempre gostaram do toque das folhas, do cheiro delas, da beleza da capa, principalmente se for capa dura, e mais que tudo aquela sensação de reconforto e simplicidade que os livros nos transmitem. Os livros são insubstituíveis porque ninguém quer perder a sua magnitude, a essência deles.

sábado, 16 de julho de 2016

♥Excertos♥

«Não se deve julgar a totalidade dos seres com base nos comportamentos de uns poucos»



quarta-feira, 29 de junho de 2016

Porque existem pessoas que amam ler?


Não consigo perceber como é que existem pessoas que não gostam de ler, que não se interessam pela leitura... Não é novidade nenhuma que eu sou uma viciada em livros, então os mais próximos de mim que o digam... 
Para quem não entende pessoas como eu, vou-vos explicar o porquê de sentir-mos uma grande necessidade de ler:




1º Apesar de todos os leitores terem razões diferentes, uma é sempre comum; nós lê-mos imenso porque a nossa mente precisa de ser alimentada. Por muitas mais séries que vejamos, por muitos mais filmes que assistimos, não é suficiente. A nossa mente precisa de trabalhar, a nossa mente quer trabalhar, ela precisa de pormenores, certos pormenores que só um livro nos pode dar.

2º Lê-mos para fugir do mundo real; porque as pessoas não nos entendem e , falando por mim, quando abro um livro, um mundo fantástico abre-se mutuamente com ele, aquele lugar perfeito onde eu queria viver. Porque eu não sou eu, sou outra pessoa. Estou dentro de uma personagem, aquela personagem que me entende e que eu a entendo. Fazendo parecer que somos feitas uma para a outra. 
Apesar de nos livros nem tudo ser perfeito para ela, ela tem o seu destino, páginas à frente sabemos o que lhe vai acontecer mas, connosco é diferente... o nosso futuro é uma incógnita e por isso esperamos sempre o pior dele, vivemos na especulação e não existem certezas de nada. Eu odeio isso! Odeio não saber o que se sucede! Odeio o mundo em que vivo por causa DISSO! 

3º Lê-mos porque, se não fosse isso, sentíamos-nos como se não fosse-mos ninguém... Existem pessoas que são boas a desporto, a línguas, boas a dança, a música, a hotelaria, a matemática, etc... E quem não é bom a nada disso? Não pode ser congratulado por essas coisas porque não são bons nelas. Então são congratulados pelo quê? Por nada. É verdade, por nada. Essas pessoas ou se tornam revoltadas com a vida que levam e com as pessoas à sua volta ou então, são apaixonadas por livros e se dedicam a eles e vivem as suas vidas atrás das capas brilhantemente ilustradas, disfarçadas sempre pelos seus títulos aterradoramente criativos. 
Nós lê-mos bastante e não somos congratulados por isso (ninguém nos pode congratular, porque os livros não julgam as pessoas e para ser congratulado é preciso ser julgado; essa é a melhor parte dos livros, eles não nos julgam), sabemos que o importante não é ser reconhecido mas sim, reconhecer-mos a nós próprios como leitores dedicados que somos e como pessoas com grande mente. E basta isso para sermos felizes.
Por vezes existe a lamentação por não sermos iguais aos outros e depois apercebemos-nos que na realidade não queremos ser iguais a eles, mas sim iguais a nós mesmos. Leitores. Viciados em livros.





sábado, 4 de junho de 2016

O milagre da tua aparição

Sei que talvez nunca irás saber o que sinto em relação a ti. Sou acanhada, sabes disso. Tu principalmente, sabes disso.

Pode ser impressão minha mas, sei que me olhas pelos cantos dos teus olhos quando eu não estou a ver. Não te sintas mal por isso, eu também te contemplo quando não estás a ver. Olho profundamente para ti e fico perdida na tua beleza, nesses olhos de azeitona brilhantes.

Quando o teu peito sobe e desce e eu o ouço a suspirar, parece que me levas contigo, que respiro contigo. Essa tua pureza nos movimentos mais simples caem sobre mim e sem querer, sem reparar, sou puxada para ti, sou atraída para a tua imensidão de luz.


Milagre? Pode-se dizer que sim. A tua aparição a mim foi como um milagre. Um milagre dos céus junto com essa tua beleza de anjo divino. Mas se queres saber a verdade, eu não me senti atraída pelas tuas facetas divinas, aliás, se assim fosse estaria a renunciar-me, a verdade é que foi esse teu lado humano que me surpreendeu. Nunca vi um mundano tão perfeito como tu. Não sei bem como te descrever psicologicamente. A única coisa que te consigo dizer, é que me fazes lembrar um cavalheiro dos tempos antigos, que eram extremamente educados. Até quando criticas ou reclamas com alguma situação nem parece que o estás a fazer, fazes de uma maneira tão educada e elegante, ninguém é capaz de levar a mal as tuas palavras, ninguém irá retorquir.

segunda-feira, 14 de março de 2016

O outro lado da sociedade


Sociedade

Pessoas ignorantes sem pensamento,
Sem coração, apenas corpos
Corpos que se movem involuntariamente.
Pessoas que ficam presas no tempo e
Um dia desaparecem sem deixar rasto,
Sem deixar marcas. Invisíveis. 


Sociedade

Julga sem saber ao certo o quê,
Não deixando ter uma maneira
Diferente de pensar, de ver o mundo.
Somos postos de parte, renegados, esquecidos.
Querem todos com o mesmo rótulo mas
Esquecem-se que nascemos com rótulos diferentes.


Sociedade

Um modo de vida sem vida
Propriamente dita
É um ambiente sem criatividade,
Sem autonomia.
É uma forma de estar preso
em liberdade.

A sociedade é escura, porque no escuro
Não podemos ver nada, não podemos errar,
Não pensamos em mais nada a não ser escuro,
Não conseguimos ser únicos, excecionais.
Escura. Sombria. Preta. Negra. Sociedade
 (Os meus momentos obscuros)

quinta-feira, 10 de março de 2016

Tão eu...

Estas são frases que encontro na internet que adoro bastante e no fundo dizem tudo sobre mim...














quarta-feira, 9 de março de 2016

Pensamentos do outro mundo




Nunca pensaram que não são quem deveriam de ser?
Eu sim.

É que me sinto tão deslocada deste mundo que, quando olho ao meu redor vejo que definitivamente não me encaixo no meio destes humanos com que tenho de habitar e conviver.
Eu sou tão diferente deles! Dava a minha vida para ter tempo de ler, para ler para sempre!
Eu tenho de fingir que me importo com o mesmo que se importam para ser aceite entre eles. Eles são tão sociais e comunicativos que até são capazes de passar um dia inteiro a enviar mensagens uns aos outros. Eu não. Prefiro falar cara a cara mas se não tiver de falar, ainda melhor.

Gosto do silêncio e preferia que este me acompanha-se nesta jornada que é a vida mundana. Sinto-me tão diferente e deslocada que só de pensar neste assunto me apetece esconder, é horrível estár entre pessoas que não me compreendem. Por vezes encontro algumas com parecenças comigo, mas são poucas, e essas eu chamo de amigos. Nunca encontrei aquela pessoas que eu disse-se, "este sim tem tudo a ver comigo", "é a minha alma gémea" e duvido que algum  dia a vá encontrar.

Destas diferenças eu só me consigo aperceber quando estou só, isolada, com muito tempo para pensar (maior parte das vezes nas férias) pois, nas outras situações correntes da vida sou compelida a agir tal como eles, o que faz com que perca a minha personalidade e me pareça mais com esta espécie.

O porquê deste blog

Sinto que todas as pessoas que me rodeiam não me compreendem, isto é, eu sou mais como uma viciada em livros e não conheço ninguém como eu. Decidi criar este blog para desabafar com vocês, identidades que eu  desconheço, pois sei que alguém aí desse lado me compreende e sente alguma afinidade para comigo.