segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Autobiografia -parte1



Quero que saibam desde já que, não me vou caracterizar/descrever como todos fazem, quer dizer, de uma maneira tão... como no bilhete de identidade. Não, eu vou falar da parte que nem todos vêem em mim, vou falar daquilo que está escondido e que poucos sabem. Vou falar de algo mais íntimo.

Eu sou um bocado compulsiva no que toca a livros. Sabem aquela pessoa que vai ao supermercado e que o primeiro sítio a que se dirige quando entra é à secção dos livros , e depois fica lá horas e horas? Sou eu. 
Quando vocês ouvem umas pessoas a perguntar pela filha e depois concluem que está à beira dos livros, são os meus pais. Sou aquela rapariga que mesmo que não vá comprar livros, fica só a contemplá-los com os olhos (obvio, à de ser com o quê?), com as mãos e com uns minutos de leitura. Claro que quando compro, acrescento mais uns tantos à minha lista (como é que eu hei-de resistir?!).




Depois começo a ler e nunca mais paro até realmente acabar, apesar de que... não gosto quando está a chegar ao fim, parece um sonho maravilhoso que vai terminar. Mas quando são livros com continuação, hum, hum, ADORO! É como se nunca tivesse fim, como se eu pudesse viver mais um bocadinho naquele mundo maravilhoso.
Costumo ler mais aventura, ficção, fantasia.
Sinceramente eu sou uma leitora viciada em livros. É como um vírus, quando se apanha a primeira vez, não tem cura, fica-se infetado para sempre.
Talvez até seja um dos maiores vícios incuráveis que melhor faz ás pessoas.

Os livros estão sempre a surpreender-me pois existe cada título! Os escritores são tão criativos que até chega a assustar. Há dias estava pela Internet a pesquisar livros (como de costume) e houve um certo que me chamou a atenção, "Peter Pan tem que morrer", e eu reagi do género:
"-OMG! Isto deve ser super brutal! De que é que deve falar?"

Então foi aí que procurei ler a sinopse do mesmo e percebi que era apenas um policial banal (estranho)... Existem livros com títulos realmente curiosos que nos fazem querer ler os seus conteúdos.

O que eu tenho a dizer é que isto é realmente, extremamente fascinante! Sem sombra de dúvidas!






sexta-feira, 11 de agosto de 2017

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Resenha: A Cidade dos Ossos

Resenha (ficha de leitura)



Referências bibliográficas:
  • Autor: Cassandra Clare
  • Ano de edição: 1.ª edição-2010; 3.ª edição-2013
  • Título da obra: A Cidade dos Ossos
  • Editora: Planeta





Síntese:

Clary Fray estava numa discoteca chamada Pandemónio com o seu amigo Simon, e essa seria apenas mais uma noite comum se ela não fosse a única a presenciar um assassinato. Antes não tivesse seguido o rapaz de cabelo azul. Agora ela é a única que consegue ver o corpo do rapaz a desaparecer no ar após três adolescentes - Jace, Alec e Isabelle - o terem matado. Nem os seguranças da discoteca, nem Simon, absolutamente ninguém consegue ver o sucedido.

Clary não devia de ter visto, nenhum mundano tem o Dom da Visão, e por isso Jace vai atrás dela para lhe esclarecer tudo. Mas esta não tem muito tempo para assimilar todas as informações, pois a sua casa é invadida, a mãe desaparece e ela mesma é atacada por um demónio. Tudo isto em 24 horas!

A partir daí enfrenta uma luta contra o tempo para achar a mãe com vida e para tentar entender tudo aquilo que lhe foi escondido durante os 15 anos da sua existência. Entretanto, Clary, descobre que Valentin, o homem mais vil de todos os tempo, tem a sua mãe e que anda atrás do Cálice Mortal.

No fim Valentin revela ser o pai de Clary e que esta é irmã de Jace, tornando assim o seu amor  impossível. Com todas estas descobertas, o perverso Valentin acaba por conseguir fugir com o Cálice Mortal e, apesar de Clary ter conseguido salvar a mãe, esta permanece adormecida por um veneno desconhecido.





Excerto que mais gostei:

«Ela olhou para baixo e viu uma luva de sangue que cobria o antebraço do cotovelo até ao pulso. O braço estava a latejar, rígido e dorido. -É agora que começas a rasgar as tiras da tu própria camisola para fazer um curativo na minha ferida? - brincou Clary. Ela tinha horror a sangue, principalmente ao dela. -Se querias que eu arrancasse as minhas roupas, bastava pedires. - Ele pôs a mão no bolso e pegou a estela. -Teria sido menos doloroso.»

Jace, é o rapaz presente neste excerto e que fala para a Clary, é muito sarcástico, raramente sorri, é muito sério e frio. É uma espécie de ser celestial apesar de psicologicamente não parecer. O excerto retrata, na minha opinião, um momento estupendo, é um tanto de romance, fofura e comédia. Esta parte é tão querida pois, mesmo magoada, Clary consegue brincar um pouco com a situação e ter o seu momento de "contos de fadas" e Jace, como se não fosse nada de maior preocupação, ainda se deixa levar pela brincadeira. Nos contos de fadas tem sempre o príncipe a sacrificar-se pela sua amada quando esta está em apuros, como aqui.

Uma coisa que eu achei muito boa nesta parte, é o facto de o filme está tal e qual ao livro, as falas, os olhares, a única diferença mesmo é o espaço onde decorre esta ação, no filme tudo se passa à chegada ao Instituto dos Caçadores de sombras, depois de terem combatido contra um demónio em casa da Clary; no livro ocorre na Cidade de Ossos, depois dos Irmãos do Silêncio a terem ajudado com o bloqueio de memórias que tinha dentro da sua cabeça.





Comentário acerca do livro:

O livro Cidade dos Ossos da serie dos caçadores de sombras, é esplêndido! A primeira vez que estive em contacto come esta maravilhosa história foi em filme, não sabia da existência do livro até um dia o ter encontrado, por acaso, numa livraria. Como já compro muitos livros, e naquela altura tinha acabado de comprar um, eu não o pude ter, então tive que optar por uma alternativa, arranjei desesperadamente a obra mas isso implicou ser pela Internet. Não gosto muito desse tipo de coisa, ler pela net, porque sempre aparece em português do Brasil e também porque eu amo cheirar e tocar, por tempos indetermináveis, naqueles livros lindos e maravilhosos .

Quando iniciei a minha leitura nunca pensei que fosse ter o impacto que teve! Identifiquei-me tanto com a personagem principal, acompanhei a sua tristeza nos seus momentos mais infelizes, até cheguei a chorar. A personagem nem uma gota! Impressionante! Normalmente sentimo-nos mais sensíveis quando vemos o filme, mas no meu caso foi ao contrário, realmente o livro tocou-me bastante. É esse o verdadeiro poder das palavras, tocar as pessoas por dentro!





Curiosidades:



-Estela usada para marcar as runas na pele (cada caçador a partir de certo grau de ensinamento recebe uma destas, que pode variar o seu aspeto).



-Significado das runas que os caçadores de sombras marcam sobre a pele com a ajuda de uma estela (todas as runas produzem um efeito no que as possuir e se forem marcadas num mundano (humano) este morre).



-Cálice Mortal: é um dos instrumentos mortais. Foi dado pelo anjo Raziel aos caçadores de sombras (dizem que quem beber deste cálice terá poder angelical e poderá eventualmente ser transformado num caçador de sombras).

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Enamorados

Adoro quando os meus pensamentos são poemas que primeiramente não fazem sentido nenhum, mas depois de escritos num papel parece terem sido inventados por outra pessoa ,que não eu, que habita dentro de mim.


    Enamorados


E nós dois sentados no banco,
olhando para aquele encanto,
que foi o nosso viver.
Recordando inúmeros momentos,
as vezes eram tormentos,
mas sempre tinham a felicidade do teu ser.

Eramos assim os dois enamorados, 
por um fado mal contado, 
que nos fazia suspirar.
E naquela dia de inverno 
sentados a ver o porto,
não nos esquecíamos um do outro
nem como era namorar.

Mas o mundo deixou-nos sós 
e fugiu para outro lugar,deixou-nos aqui a olhar 
para a eterna vida sem fim.

No tempo infinito estamos
e em silencio nos aquietamos
deixando assim os passaros cantar
e o vento as árvores abanar
ficando parados no momento
este que nos acompanhou.

Mas é tão fácil falar assim
sem dizer como acaba por fim
mas só Deus o pode dizer
e explicar o porquê.
Porque as gentes humanas nada sabem
mas vão vivendo e amando
para que quando o dia acabar 
possam por fim descansar.