quarta-feira, 29 de junho de 2016

Porque existem pessoas que amam ler?


Não consigo perceber como é que existem pessoas que não gostam de ler, que não se interessam pela leitura... Não é novidade nenhuma que eu sou uma viciada em livros, então os mais próximos de mim que o digam... 
Para quem não entende pessoas como eu, vou-vos explicar o porquê de sentir-mos uma grande necessidade de ler:




1º Apesar de todos os leitores terem razões diferentes, uma é sempre comum; nós lê-mos imenso porque a nossa mente precisa de ser alimentada. Por muitas mais séries que vejamos, por muitos mais filmes que assistimos, não é suficiente. A nossa mente precisa de trabalhar, a nossa mente quer trabalhar, ela precisa de pormenores, certos pormenores que só um livro nos pode dar.

2º Lê-mos para fugir do mundo real; porque as pessoas não nos entendem e , falando por mim, quando abro um livro, um mundo fantástico abre-se mutuamente com ele, aquele lugar perfeito onde eu queria viver. Porque eu não sou eu, sou outra pessoa. Estou dentro de uma personagem, aquela personagem que me entende e que eu a entendo. Fazendo parecer que somos feitas uma para a outra. 
Apesar de nos livros nem tudo ser perfeito para ela, ela tem o seu destino, páginas à frente sabemos o que lhe vai acontecer mas, connosco é diferente... o nosso futuro é uma incógnita e por isso esperamos sempre o pior dele, vivemos na especulação e não existem certezas de nada. Eu odeio isso! Odeio não saber o que se sucede! Odeio o mundo em que vivo por causa DISSO! 

3º Lê-mos porque, se não fosse isso, sentíamos-nos como se não fosse-mos ninguém... Existem pessoas que são boas a desporto, a línguas, boas a dança, a música, a hotelaria, a matemática, etc... E quem não é bom a nada disso? Não pode ser congratulado por essas coisas porque não são bons nelas. Então são congratulados pelo quê? Por nada. É verdade, por nada. Essas pessoas ou se tornam revoltadas com a vida que levam e com as pessoas à sua volta ou então, são apaixonadas por livros e se dedicam a eles e vivem as suas vidas atrás das capas brilhantemente ilustradas, disfarçadas sempre pelos seus títulos aterradoramente criativos. 
Nós lê-mos bastante e não somos congratulados por isso (ninguém nos pode congratular, porque os livros não julgam as pessoas e para ser congratulado é preciso ser julgado; essa é a melhor parte dos livros, eles não nos julgam), sabemos que o importante não é ser reconhecido mas sim, reconhecer-mos a nós próprios como leitores dedicados que somos e como pessoas com grande mente. E basta isso para sermos felizes.
Por vezes existe a lamentação por não sermos iguais aos outros e depois apercebemos-nos que na realidade não queremos ser iguais a eles, mas sim iguais a nós mesmos. Leitores. Viciados em livros.





sábado, 4 de junho de 2016

O milagre da tua aparição

Sei que talvez nunca irás saber o que sinto em relação a ti. Sou acanhada, sabes disso. Tu principalmente, sabes disso.

Pode ser impressão minha mas, sei que me olhas pelos cantos dos teus olhos quando eu não estou a ver. Não te sintas mal por isso, eu também te contemplo quando não estás a ver. Olho profundamente para ti e fico perdida na tua beleza, nesses olhos de azeitona brilhantes.

Quando o teu peito sobe e desce e eu o ouço a suspirar, parece que me levas contigo, que respiro contigo. Essa tua pureza nos movimentos mais simples caem sobre mim e sem querer, sem reparar, sou puxada para ti, sou atraída para a tua imensidão de luz.


Milagre? Pode-se dizer que sim. A tua aparição a mim foi como um milagre. Um milagre dos céus junto com essa tua beleza de anjo divino. Mas se queres saber a verdade, eu não me senti atraída pelas tuas facetas divinas, aliás, se assim fosse estaria a renunciar-me, a verdade é que foi esse teu lado humano que me surpreendeu. Nunca vi um mundano tão perfeito como tu. Não sei bem como te descrever psicologicamente. A única coisa que te consigo dizer, é que me fazes lembrar um cavalheiro dos tempos antigos, que eram extremamente educados. Até quando criticas ou reclamas com alguma situação nem parece que o estás a fazer, fazes de uma maneira tão educada e elegante, ninguém é capaz de levar a mal as tuas palavras, ninguém irá retorquir.